Buscar

3 erros do sistema tradicional de saúde que custam caro, literalmente.

Atualizado: Abr 22

Taxa de colesterol controlado é o dado mais relevante para um paciente? Ou o que faz diferença, de fato, é não ter um AVC, um infarto ou problemas no fígado?





Nas jornadas de cuidado atuais, é comum que as equipes de saúde canalizem esforços para manter os pacientes dentro da normalidade considerando alguns valores de referência. Dentre eles: colesterol, vitaminas e outros que, com certeza, já assustaram seus pais ou avós em um checkup.


Esse acompanhamento, no entanto, não contempla o que há de mais relevante para o paciente. Considerando os pilares da Medicina Baseada em Evidências (MBE), isso significa deixar de olhar para desfechos clínicos no médio e longo prazo – como é o caso das feridas – para controlar, a qualquer custo, desfechos substitutos (exames laboratoriais) que nem sempre deveriam gerar preocupação.



Ao direcionar o foco para o exame, e não para o paciente, o sistema de saúde comete três graves erros:


  • Propicia ao paciente uma segurança quando o exame está normal, que não é necessariamente real;

  • Pode levar pacientes com exames alterados ao desespero (mesmo se a alteração não significar nada);

  • Aumenta o desperdício com diagnósticos e tratamentos desnecessários.


Dessa forma, temos a manutenção de um sistema oneroso e pouco eficaz, pois falta coleta e análise dos desfechos clínicos centrados no paciente. Apesar de não fazer sentido – afinal, todo o sistema tem por finalidade levar o melhor cuidado ao paciente –, a maior parte dos hospitais do Brasil não têm iniciativa voltada para a análise de desfechos clínicos.


Assim, dificulta-se a percepção de quais são os pontos de melhoria e onde os recursos podem ser melhor alocados. Sem coletar os desfechos que importam para o paciente e agir sobre as intervenções com potencial de alterá-los, o sistema de saúde dá tiros no escuro esperando que, milagrosamente, uma panaceia surja e resolva todos os problemas.




E como solucionar esse problema?


A solução, no entanto, não virá da indústria ou de exames laboratoriais. Para que o sistema reaja de forma ágil às ameaças e melhore os desfechos a curto, médio, e longo prazo, é necessária uma coleta longitudinal de dados estruturados sobre a jornada do paciente. Dados esses que, ao contrário dos exames que obcecam o sistema, realmente importam para o paciente e que são relatados diretamente por ele.


Para que a saúde baseada em valor exista além do discurso, ouvir o paciente é a parte mais importante. A Triágil acredita na coleta de desfechos clínicos como o primeiro passo em direção a um sistema de saúde mais sustentável.


Conheça nosso produto voltado para coleta e análise digital de PROMs